Dicas para escolher e contratar a oficina mecânica sem ser enganado

Procon recomenda pedir orçamento prévio e comprar as peças que serão necessárias ao conserto

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Histórias não faltam de pessoas que precisaram consertar o carro e depois descobriram que foram lesadas pela oficina. Peças que não precisariam mas foram trocadas, itens com preço de original que na realidade não eram, valores fora do padrão, e por aí a lista segue. Para evitar esse tipo de situação, o Procon de São Paulo dá dicas de como escolher a oficina mecânica e o que fazer para se resguardar contra picaretas.


A primeira orientação é procurar uma empresa a partir da indicação de conhecidos que já tenham utilizado os serviços e estejam satisfeitos. O cliente novo deve visitar o lugar, verificando se o estabelecimento é organizado e se tem ferramentas e equipamentos básicos. Além disso, quem vai contratar a oficina deve pesquisar preços e qualidade.


Foi o que a estudante Poliana Ribeiro, dona de um VW Fusca, fez quando precisou levá-lo ao mecânico pela primeira vez. Ela recebeu uma indicação da tia e visitou outros dois lugares. “Mas nao gostei do atendimento nem do preço, por isso optei pela que minha tia sugeriu”, conta. Satisfeita com o serviço feito em Ismael, nome do carro ano 1975, Poliana passou a utilizar sempre a mesma oficina. “E eles aceitam cartão de crédito”, completa.



Poliana e Ismael, seu Fusca 1975


Orçamento
O Procon recomenda que antes de contratar a execução do conserto, o cliente peça um orçamento formal. Nele vêm listados os serviços que precisam ser executados, as peças com defeito e os valores de cada item, incluindo a mão-de-obra. O documento serve para que o motorista saiba quanto vai gastar, e também para que a oficina não cobre, no final, por peças ou consertos que não faziam parte do contratado.


Para Alessandra Félix, editora do site Não, não para, o orçamento tem ainda outra função: comparar o que cada mecânico diz que precisa ser feito e certificar-se de que ninguém está sugerindo a troca de nada que não seja essencial. “O que faço e que sempre dá certo é ir em três oficinas, anotar os preços e o que cada um delas diz que precisa ser mudado”, conta a dona de um Astra 2008.


Peças originais
Outro cuidado que Alessandra tem e que está na lista de dicas do Procon é comprar as peças que precisam trocadas, em vez de deixar isso a cargo da oficina e só pagar tudo junto no final. “Eu mesma vou na loja de autopeças e compro os itens originais, pra não correr o risco de colocarem peças de segunda linha”, justifica a editora. Além disso, o serviço de Proteção e Defesa do Consumidor alerta que, quando é a oficina que adquire as peças, elas em geral têm valor mais alto do que se o cliente fizer a compra.


Quem preferir deixar a cargo do mecânico comprar o que é necessário, deve deixar claro se quer itens originais e novos – de acordo com o Artigo 21 do Código de Defesa do Consumidor, se o cliente não fala nada a respeito as peças devem ser originais. Se o dono do veículo aceitar o uso de itens recondicionados, deverá deixar uma autorização por escrito com a oficina.


Em ambos os casos, o Procon recomenda que, ao final do serviço, o cliente exija as peças antigas de volta – uma forma de certificar-se de que elas foram realmente trocadas, e de que não serão …